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domingo, 30 de maio de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O QUE ELES QUEREM DE NÓS

Eles contam contigo
Contam quantos estão mortos
Eles dizem que não existe perigo
Pra nossas mentes e nossos corpos
Usam os meios de comunicação
E todas as avançadas tecnologias
Escolhem as palavras disfarçando a intenção
Dizem não haver mal nas suas ideologias  
Mas eles querem consumir você
Querem que consuma um possível inimigo
Sem antes pensar...sem nunca saber
Que tudo isso não tem o menor sentido
É a vontade soberana
De um governo, de um povo
Querem te fazer acreditar na idéia insana 
Que é pouca uma morte e devemos matar de novo
Destruir qualquer ameaça
Qualquer homem de outro lugar
Eles contam com a gente para que se faça
Um mundo de paz incapaz de protestar
Fazem isso por razões próprias
E contam dinheiro, contam histórias sem fim
Só pra nos transformar em simples cópias
De uma sociedade que eles não acham ruim

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sobrevivente

Ainda não tinha amanhecido
E ele já havia acordado
Assustado, sonolento e perdido
Em meio a um despertador ao lado

Deu mais ou menos dez passos
No guarda-roupas, pegou duas peças
E embolou por sobre os seus braços

Desceu os degraus da escada às pressas
Com a sua coragem, ele entrou no banheiro
Mergulhando o corpo numa água fria
Depois se arrumou, contou dinheiro
E como era comum todo santo dia
Já não tinha tempo nem para o café

Correu quase que loucamente
Por vários metros numa direção qualquer
Em busca do seu ônibus tão cheio de gente
Tão cara a passagem... e de repente
De tão longa a viagem, ele dorme
Ali mesmo, exprimido num banco mal cheiroso

Engarrafamentos, semáforos... paciência enorme
Que tem na sua via crucis de homem honroso

A essa altura, olha o relógio no pulso:
Ele sabe que está atrasado demais!
As buzinas torturam ouvidos... e num impulso
Ele se levanta e puxa a cigarra lá atrás
Já perto da porta de saída

E desce... atravessa a rua sem ver

Com medo da demissão, arrisca a vida
Entre carros e dúvidas, ele consegue sobreviver.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Uma outra teoria da relatividade



O tempo é água que foge de nós
Tão fácil por entre os nossos dedos
E o amor, como um jogo de dados
Dependente de sorte e segredos
Tudo agora aqui é mera coincidência
Eu te encontrar ou não
Descobrir a receita de uma vida melhor
Ou o mistério de uma paixão
Enquanto o tempo passa
Eu penso que posso ser pra sempre
Pela ilusão de um romance sem graça
Que o destino pode interromper
O tempo é mesmo água e correnteza
Arrastando nossos desejos para longe
Longe demais, onde só haja incerteza
Dúvida e perguntas sem respostas
É o tempo que mata e faz nascer
Provoca o medo de viver o futuro
Congela a memória de um passado
Limita na fração do segundo o presente
Que é cada gesto do nosso corpo
Mesmo assim desperdiçamos oportunidades
Jogamos no lixo chances de felicidade
Sem saber que o remorso
Também é a obra-prima do tempo
No momento em que confrontamos
Aquilo que fizemos e o que agora somos
O tempo perdido equivale
A um coração partido
Uma parte de nós que não foi vivida
E é tudo nossa culpa...
Mas se todo o tempo do mundo ainda é pouco
Para que quem ama muito alguém,
Poucos minutos podem decidir uma vida:
É relativo o tempo da ciência quântica e física
Tempo é milagre, indefinível...poema que cura
Tempo... Uma outra forma de dizer "Deus"...

Perguntas

Se vou conseguir viver mais
Não sei ainda ao certo
As vezes eu quero... as vezes tanto faz...
Quando você estava aqui perto
Eu me sentia muito mais forte
Do que me sinto agora
Mesmo assim procuro o meu norte
Nesse deserto de vida que me apavora
Um dia vou descobrir tudo
O que os homens escondem
Sei que querem que eu fique mudo
Por isso eles não respondem
Às perguntas que faço
Desde os meus primeiros anos de criança:
- Por quê a guerra existe?
- De onde vem a falta de esperança?
- É melhor mesmo ser triste?
Nossos corações são como flores no vaso
Então, se vou viver por mais tempo
Só sabe Deus ou o acaso...
Sabe lá o que trás o vento
Ou a correnteza de um mar pesado...
Futuro é coisa impossível de medir
Enquanto a memória consola o passado
Que, por erros nossos, quer se repetir
Mas quando você me amava
Era diferente o mundo no meu olhar
Sem seu abraço eu fico sem palavra
Sem seu amor eu perco o sono
Fecho as janelas, tranco as portas
Me vejo nu no espelho, feito o Outono
Arrancando das árvores suas folhas mortas
Mas um dia eu vou entender
Por que você me deixou tão de repente
Por que tantos querem tanto se vender
E outros choram assim, silenciosamente...

sábado, 15 de maio de 2010

Latrocínio


O amor roubou meu coração
E me matou de saudade...
Há queixas sobre isso.

Mais o amor ainda não foi preso,
E todos os dia ele ainda
Rouba e mata a gente!

Tema para um filme de amor

Acho que ninguém me entende
Mas não vou chorar por ser assim
E agora entendo que só se aprende
Depois que o amor chega ao fim

Às vezes me sinto um peixe fora d`água
Sem amigos e sem namorada
Faço do meu coração as ruas de Nicarágua
Um país confuso, onde tudo vale nada

Quando isso acontece comigo
Reconheço na solidão um grande abismo
Percebo a tristeza como um perigo
Embora todos me enxerguem com cinismo
Acho que sou mal interpretado
Que não entendem como eu sou

E eu me equilibro sempre ao lado
de um medo que me segue aonde eu vou
O que eu vejo é o que me apavora
Minha coragem de querer amar
Um descontrole que existe e me devora
Que me sangra sem eu notar

Acho que ninguém ouviu o que eu disse
Como se não tivesse dito coisa nenhuma
E antes mesmo que eu visse
Você viu o vazio que me acostuma
E talvez me entenda melhor
Ainda que, como os outros, finja que não

Então, às vezes eu penso que é pior
Viver em círculos do que cair no chão.

Vinte e dois anos

Ele tinha vinte e dois anos
Só saía de casa pra jogar bola
Vivia os dias sem fazer planos
E tinha acabado de sair da escola
Um garoto igual a qualquer um
Mas sem nenhuma garota
Era só mais um idiota com vida comum
Comendo as migalhas de sonho que encontra
Tinha amigos e canções
tinha olhos mas não via nada
Sua boca falava de revoluções
E de tantas bobagens pela madrugada

Vinte e dois anos hoje
E sua alegria é tão pequena
O desejo pelo futuro lhe foge
A cada dia, como se não valesse a pena
Todos os seus aniversários anteriores

Signo de câncer, com ascendente em leão
Ele lia horóscopo e regava as flores
Mas nunca esquecia da solidão

Na escola, ele se apaixonou duas vezes
Mas nunca foi correspondido

Vinte e dois anos são muitos meses
Mas o mundo ainda não lhe faz sentido
Talvez ele nem seja daqui...nem de outro lugar
Eu não sei: ninguém sabe explicar
Quando ele fez vinte e dois anos de idade
Decidiu que a vida seria muito mais
Que ficar em casa cantando canções de saudade
Aí,ele fugiu de casa sem olhar pra atrás...

Quando chegar o dia

Sei que existe um dia na vida
A partir do qual não mais te verei
Mas prefiro não pensar nisso, querida
E então, finjo não saber tudo o que sei
Fecho os meus olhos para esse medo
Acreditando que posso adiar o adeus

O que sei mesmo é que está cedo
Para partires... eu vejo isso nos olhos teus
E a cada dia, procuro esquecer o dia
Quando nunca mais nada será igual
E nada preencherá a falta de alegria

A ausencia de um amor real...

As vezes até acho melhor me enganar
Dormir todas as noites, como quem vive
O mesmo dia de ontem, no mesmo lugar
Sem saber que o amanhã ja convive
E ronda minha vida no mundo

Serão dias em que não saberei como ser
Sem a tua companhia a cada segundo
Minuto e hora do tempo sem te ver
Eu sei que vai chegar o dia, enfim
Que pela nossa casa tu não aparecerás
E eu terei a solidão companheira de mim

Quando esse dia chegar, nunca mais
Nunca mais vou sorrir do mesmo jeito
E o vazio disso em mim deixará para atrás
Aqueles dias de feliciadade no meu peito

Apenas o amor

Ao seu lado eu aprendi
A como dizer tudo o que eu sentia
Foi com você que eu entendi
Que o amor é poesia

E em todas as minhas canções
Seu nome está presente
Como se fosse as quatro estações
De um tempo nunca ausente

Você me fez ver tudo
E eu que era mudo
Aprendi mais de mil palavras belas
E fiz de todas elas
Gosto de vendaval e cheiro de maresia
Sob os acordes de um novo dia

Foi com você que eu vivi
Os meus melhores instantes
E só assim que eu vi
As coisas que não via antes
Minha vida...uma novela contigo
Cheia de risos e bobagens
Coberta de aventura e perigo
Em um mundo de homens selvagens

E eu descobri com você
Que só a razão deve esperar
Que o amor vem primeiro acontecer
Sempre e em qualquer lugar...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Esperando por mim


Esperando por mim
Ainda está o teu amor
Mas mesmo assim
Tenho medo de me expor
E vem me ver
Teu olhar no meu sono
Até o amanhecer
Das folhas secas de Outono

Esperando por mim
tua via láctea de versos
Até o dia que enfim
Eu queira unir os desejos dispersos

No entanto, aqui estás
Teu belo sorriso
É como um céu lilás
guardando as portas do paraíso

Sei que esperam por mim
Teus lábios e teus passos
Esperam que eu diga sim
Com palavras e abraços

Esperando por mim, eu sei
Sombras vagando em teu coração
Sobre poemas que nem comecei
E te tomam de emoção

Mas mesmo esperando assim
Eu não sei se vou saber
Te levar pra dentro de mim
Com um vinho doce que se quer.

Agora, tanto faz...


É por você tudo o que eu faço
Mas pra você é sempre "tanto faz"
Não ter seu amor não é fácil
Mas um dia vou deixar de sofrer
E vou viver algo melhor
Agora estou só e estou triste
Mas existe uma luz ao fim do túnel
Iluminando meu coração cinzento
E a solidão vai sair de mim
Assim que eu te esquecer
Você não será mais o meu amor
Essa dor irá embora
Mas agora eu ainda estou chorando
E por enquanto faço tudo
Pra você ficar do meu lado
Mas um dia não vou mais fazer
Não vou fazer nada disso
Nada que te leve ao meu encontro
E quando isso acontecer
Quando eu conseguir então
Esquecer que eu te amei
Pode ser que você se arrependa
De tudo o que me fez de mal
E não me diga outra vez
Que "tanto faz" o que eu faço por você
porque ninguém mais vai te fazer
Tantas coisas por amor como eu...

Quando meu corpo era o seu coração

Meu corpo se move alerta
Para qualquer direção que te siga
Enquanto seu coração flerta
Nos braços macios de uma solidão antiga
Mas não me diga mais nada
Preciso entender sua averssão à mim
Acho que me julgar é uma coisa errada
Mas você sempre age assim
Enquanto o meu corpo só queria o seu
Quando seguia em direções confusas
Foi dessa forma que ele se perdeu
Pelo mundo de outros botões e blusas
E o seu coração cego não vê
Que, além de mim, ninguém lhe ama
No entanto, prefere ainda ser
O mesmo de sempre: sozinho no seu corpo, na sua cama

Os reféns (Inocência e culpa)

Do lado de dentro de uma casa, duas crianças
Brincando com a vida entre grades, e comendo biscoito.
Ao mesmo tempo, no meio da rua, alguém sem esperanças
Ameaça um outro alguém com seu revólver trinta e oito.
Dois mundos paralelos e um muro que os separa:
Inocência e culpa...

Passeio público

Já não me importa nada
Nem os poemas nem os amores
Passeio minha alma
Entre lugares e gente suja
E me cerco de desespero
Atravessando o passeio público
E a publicidade dos mentirosos
Caminho pelo asfalto e pela calçada
No escuro da cidade
Que não vê o céu de estrelas
E chora longe do sol

Pela via pública os mendigos
Com velhos jornais de sucesso
Por onde a miséria humana atravessa
Uma república sem nome
E sem razão nenhuma de ser
Nada me importa, agora que nada sou
Que vou morrendo publicamente
Dentro de mim e de todos... lá fora

Entre os bancos da praça
De um lado, troca de beijos e abraços
Do outro, tiros e insultos

No passeio público, já muitos são
Os com poucos sentimentos de amor
E há algumas angústias ocultas
Soterradas em milhões de medos

Nada importa agora que morro eu
E vejo que morrem muitos aqui e lá
No passeio público de portas incomunicáveis.

Para Sempre

O futuro exala odores de incertezas
Um perfume doloroso de se abraçar
Mas não importam quantas as tristezas
A cada dia ainda é possivel de continuar
E que nossa força seja mais sagrada
Contra os grandes espaços de escuridão
O nosso desejo de amor é que agrada
Aos anjos para que eles nos ajudem, então
Peço à você que acredite na sorte de um trevo
A luz de cada dia já nos espera
Será para sempre isto que eu te escrevo
Porque é tudo por você e de palavra sincera
E o medo já foi uma coisa muito pior
Mas agora temos chances de salvação
Você pode me ajudar a fazer o sonho maior
Do que a realidade sangrando ao chão
E será para sempre essa esperança
De mudar tudo, unindo tanto nós dois
Para sempre o que não se alcança:
Dias melhores... dias que vão ficando pra depois...

Mania de amor

Acho agora ruim essa mania
De te querer bem
Se eu sei que em nenhum dia
Você me quis assim também

Mas que triste ser assim
Eu ter sempre que pensar em você
E você nunca pensar em mim

Apesar das tentativas de me convencer
Por alguns breves momentos
Eu comparo o hoje com antes
So pra ver como mudaram os pensamentos
E as tempestades foram pra lugares distantes
Minha mania de amor
Foi uma tolice do coração
Mas eu esqueço essa dor
E pela primeira vez te digo que não
Já não quero reticências
E nem vazios andando comigo

Tenho muitas evidências
De que te amar foi meu castigo
Espero que não volte mais
Que rasgue da memória o meu endereço
E não me telefone jamais
Porque eu já paguei o seu preço
Acho que foi minha estupidez
Desperdiçar tanto amor e carinho
Se você sempre se desfez
De mim,ao me deixar sozinho.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Cidade das Palavras

No meio de uma imensa cidade
Eu vejo nascer a cidadania:
São novos homens e uma outra sociedade;
A letra dos livros ecoando dentro do dia...

No meio de um tempo escuro
Eu escuto um grito silencioso de vida:
São novos homens com luz e ar puro
Trazendo cidadania a uma cidade perdida...

A letra dos livros voa e dança
Nos olhos de alguma criança:
E a cidade das palavras amanhece...

Tão justa e tão clara
Como um sol clareando o chão:
E os pés conscientes, passo a passo, vão...

Poema de Amizade

Não é mais uma reticência
São todas elas
E nenhuma...

É singular as vezes.
É plural sempre.
Indescritível até aos poetas.
Inquebrável no pesar do mundo.
Nem sempre inabalável
Mas intocável.

Nela ninguém pode mandar
Só se sente... com a alma...
Também com um olhar
Sem medos...nem segredos, então.

É alicerce entre as horas
mais difíceis que nos sobrevirão
Ou melhor ainda:
Por ser tão verdadeira
Nossa amizade é a construção inteira
É tudo... coisa profunda, infinda
Que uniu em sonhos, lágrimas e riso nossa vida
feito uma casa erguida em tijolo e cimento
Ao seu lado, a constatação comovida
De que encontrei a palavra procurada:
Amizade! já não preciso de mais nada...

O GRANDE POETA

Não desejo escrever mais
Verso algum de impacto
E também eu jamais
Lançarei mão de fazer pacto
Com os homens do mundo

Quero esquecer as revanches
E lembrar por um segundo
Que as guerras e avalanches
E as corrupções do ser humano
Não servem de pano de fundo
Quando se quer livrar do engano
A beleza poética do vagabundo
Que dança com palavras no poema
Escrito numa folha de papel

E o grande poeta ignora o tema
Doloroso da solidão cruel
Os temas sujos e crus da estupidez
Que cercam as confusões infinitas
Matando velhos e crianças outra vez
E escurecendo as manhãs que eram bonitas

Eu não desejo de hoje em diante
Ter que criar versos que doem
Ou lembram da nossa falta de amor gigante

Espero que todos vocês me perdoem:
Prometo não fazer outros versos maus
Que causem mágoa e incerteza

Por que nenhum poema merece o caos
E a solidez que amamos e que nos despreza...

OBRIGADO POR ME AMAR ASSIM


Você diz que eu sou legal
E só pra não ser mal educada
Você sorri como se fosse normal
Eu acreditar que meu jeito te agrada

Você finge fazer um elogio
E eu nem sei o que responder
Mas “me desculpe se eu plagio
Lindos versos que não sei escrever”

E quando eu falo assim
Você me responde em baixo tom
Dizendo que “não é tão ruim
E que eu sou um garoto bom”
Mais uma vez eu me iludo
Achando que esse tolo amor basta
E que eu não preciso tentar de tudo

Pois você nunca se afasta
Nunca me deixa sozinho na vida
Você finge que gosta e mantém a elegância

Mas às vezes se faz de esquecida
E não me dá a menor importância

Talvez se você falasse a verdade
Ou se eu pudesse entender que não sou nada
E que nunca vou saber te dar felicidade...

Mas eu me engano e você finge que isso te agrada.

terça-feira, 11 de maio de 2010

DECLARAÇÃO DE AMOR


Foi com você que eu aprendi
Enfrentar a vida de peito aberto
Não se arrepender do que sentir
Saber sempre escolher o caminho certo
E ao olhar pra atrás
Entender que o tempo só passa
Pra quem não sonha mais
Do seu lado eu aprendi que o amor
É uma forma de libertar-se
E que aquilo que se fala da dor
Não passa de um simples disfarce
Daqueles que tem medo
Foi com você que entendi a vida
Entendi que não existe nenhum segredo
Quando a gente não duvida
Descobri nas suas palavras francas
Que os dias passados são memórias
E os dias futuros, folhas brancas
Esperando escrevermos nossas estórias
Foi com você que eu acordei de vez
Caí da cama depois de perder a hora
O bonde da vida...o trem das seis
Dentro do seu olhar
Eu vi meu sonho de criança
Espelhado feito o sol no mar
E o desejo que era só lembrança
Veio vivo junto contigo
E em silêncio eu te aceitei em mim
Por que em você achei abrigo
Foi ao seu lado e de mais ninguém
Que eu acreditei que dois mais dois
Poderia ir muito mais além
De quatro... e percebi que o depois
Não vale tanto quanto o agora
Foi te amando que eu senti o medo
Entendi por que também se chora
E que a alegria nasce em segredo.

Fim do Amor


Ao menos me sorria
Mesmo que você não queira
E não diga que é o ultimo dia
Mas ache uma outra maneira
De me dizer que é o fim
Faça desse momento tão triste
Algo poético e cheio de eufemismos

Nem o maior amor do mundo resiste
Às sombras do tempo e aos seus abismos...

Olhe nos meus olhos um minuto
Finja que sente o mesmo vazio que eu
Não há culpados nem há o luto
Quero guardar cada abraço seu

Vai confortar o meu coração
Se você jurar que tudo valeu a pena
É inútil qualquer explicação
Só me dê certeza de que não foi pequena
A ilusão criada por palavras e gestos

Passe todas as horas do dia comigo
E me convença de que são válidos e honestos
Todos os sonhos de amor que eu sigo
E quando você tiver que ir embora
Por favor, evite dizer adeus ou falar em despedida.

Levianamente diga “até mais...", e depois de meia hora
Vou pensar no que fazer da minha vida

E assim, você saindo de um jeito tão leve.
De dentro da minha alma e sumindo no ar
Indo embora devagar sem dor e breve
Não me destrói o que tenho de bom: ilusão de amar...

O Ser Humano


O que será meu?
O corpo não.
A alma não.
O nome não.
A roupa não.

Sou como são as flores
E o chão de cimento das ruas

Meu sonho não é meu
Porque vivo de empréstimo
E a ilusão ofusca a suspeita
De que cumpro um prazo

Eu sou da vida um escravo
Pois ela não é minha

Amo porque deve ser assim
E se sofro é porque esqueço
De como supérfluo sou

Sou e sei que minhas palavras
Circulam em outros também
Sei que sou encontro de carne
De um divino acaso fenomenal
De algum amor que já se foi

Eu não sou meu...

Antes, apenas estou aqui.
Estou e não sou de nenhum lugar
Finjo que sei de tudo
Enquanto não sou nada

Tudo e nada me resumem...

Resumo ambulante da criação:
Nome, corpo, alma e roupa...
Tudo em mim, mas nada é meu!

COM A PALAVRA, O POETA...


O poeta, em sentimento,
Corpo-a-corpo com a palavra;
Envolve o tempo,
Que deixa de ser devorador.
O poeta se multiplica
Entre razões nenhumas de amor,
Mas explica-se tão bem
Que, com palavras, ele detém a dor.
O poeta se mantém vivo,
Corpo-a-corpo com a morte;
Seu medo é de escrever,
Escrever sobre coisas ainda ocultas.
Mas ele escreve...
Com coragem, ele busca as rosas
Silenciosas do ser...
Corpo-a-corpo com o seu mito:
A palavra escrita, emoldurada
No espaço imaginário,
Onde o cenário é semelhante ao céu.
Então, morre o tempo,
O tempo que perturba os homens lá fora,
No instante que nasce
O poeta... E ele vive, vive,
Vive e não morre...luta
Corpo-a-corpo com a palavra:
- Seu mito para sempre.
Pa-la-vra...

PALAVRAS DE AMOR


Palavras de amor não machucam
Mentem e sorriem, e não caducam
Belamente, elas adivinham
Os sonhos da gente e se alinham
Como um eclipse solar
Palavras de amor são pra consolar
A verdade amarga e dura
De que a vida não perdura
Por mais que uns poucos anos
E tropeça em pedras e enganos
Medos e trapaças do mundo
Palavras de amor vão fundo
Fundo falso de um coração
Que esconde a real intenção
Palavras de amor são promessas
As vezes ditas com calma, as vezes às pressas
Palavras de amor são estrelas no céu
Brilhando de longe no seu papel
De tornar a nossa vida breve
Menos triste e tediosa, e mais leve
Até o dia de dizer adeus...
Graças a Deus!

O HOMEM DAS ESTRELAS


Meu mundo é o que eu escrevo
As palavras são as minhas estrelas
Por onde eu sinto o amor em alto relevo
Desenhando sonhos ao abrir de janelas

Meu mundo é espaço infinito
E eu sou como o homem do universo
Voando longe em cada poema escrito

Astronauta flutuando no verso...

Um mundo silencioso e só meu
Nele, me vejo melhor do que sou
O homem das estrelas sou eu
Na noite que abraço com calor

E quando o dia vem
Meu mundo multiplica as cores
E as palavras escritas para ninguém

Coração vazio é jardim sem flores...
Mágoa reduzida à metáfora infantil

Ser só não me fere mais
Faço do meu mundo uma ilusão gentil
E perversa de quem vive falsa paz
Fingindo que ninguém mais existe

De olhos fechados não vejo outros em redor:
São asteróides humanos orbitando tristes
Cheios de guerras e medos embrulhados em nó

São seres sem poética nem ilusão
Um outro mundo pesado de sofrimento
E muito maior que o meu mundo à mão
Inventado de palavras e livre do tempo

De repente, vi milhões de poemas mortos
Eu era o homem das estrelas, mas me fiz mortal por engano
Meu mundo agora está extinto e me vejo entre incontáveis corpos
Um ser estranho que sou: aqui, em carne e osso... Insano!

POR QUE TE AMO?


"Por que te amo?"
Esta é uma pergunta circular
Que me toma por engano
E se repete até me acumular
Sobre isso, tenho os olhos perplexos.
Busco a resposta em livros
Ou em gestos de sentidos convexos
Mas concluo que te amo sem motivos
E o inexplicável soterra a dúvida cíclica
A que me imponho: por quê? Por quê?
Sentença interrogativa, profética e bíblica
Quando se trata de alguém como você
Imagem divina, embora humana...
E eu jogo no lixo
As horas do tempo na busca insana
De achar resposta ao fato que me fixo
E me faz incrédulo ante tudo
Por que eu te amo tanto?
Essa indagação circunda meu ser mudo
Incapaz de verbalizar sobre seu encanto
Sei que bem antes de te saber
Eu ja amava cada coisa sua de vida
E o tempo veio apenas a confirmar você
Agora aqui comigo como uma velha conhecida
Então, de tão impossível a resposta
Já não me atormenta mais o porquê de te amar
Então, me vejo caminhando na direção oposta.
Como quem pergunta: por que não te amar?!

POEMA POLÍTICO


“ Eu prometo ao povo
acabar com a pobreza, de algum jeito”.
“Eu prometo tudo de novo...
votem em mim: quero ser reeleito”.
“Faço o que for preciso
para ver meu povo feliz”
“Vamos lutar juntos por um paraíso
de amor e paz em nosso País...”
“Eu prometo saúde e educação,
água tratada e melhores transportes”.
“Votem em mim, nesta eleição,
que diminuirei a violência e as mortes ”.
“Eu vou acabar com todas as dúvidas
sobre as minhas idéias modernas,
e através delas, erradicar as dívidas
bilionárias de origens externas...”
“Você me conhece, sabe que estou do seu lado,
e meu número é esse que está no vídeo”.
“Chega de demagogia e tanto enfado:
vamos reformular a sistema de presídio...
nossas prioridades são o respeito
à terceira idade e o apóio à infância carente”.
“Votem em mim, eu sou um bom sujeito”.
- Meu nome é Poema Político , minha gente!

APRENDENDO A SER


A gente passa anos na escola
Mas nunca que aprende nada,
Vive a vida pisando na bola
morre mal numa calçada
E as vezes,mendigando o pão,
Outras vezes, de bala perdida.
O tempo se esvai e os mortos se vão...
Morremos sem entender a vida,
Ainda que papai nos ensine
E mamãe aconselhe todo dia.
A gente se perde, não se previne
Briga na rua, fica sem moradia...
E mesmo que a gente tenha professor
De tudo, do português à matemática,
A gente se expressa mal e sem amor
Não sabe equacionar nada, na prática,
E se enrola com todos os problemas
Dos livros e da vida cotidiana,
E não sabe nunca fazer bons poemas
Para alguém que viu noutra semana,
E de quem quer conquistar o coração...
Mas a gente não sabe o que fazer
Tantos anos na escola, e então?
Nessa vida, não há fórmula para o prazer,
Como se ele fosse Física ou Química.
Ser feliz não é simples nem complicado
O gesto de amor vai além da mímica.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

ANTES DE MAIS NADA

Antes de mais nada
Deus... E depois veio tudo
Dia e noite e madrugada
E todas as coisas do mundo
Houveram estrelas e houve chao
E nasceram de adao e eva
Todos os homens para multiplicacao
E tornou-se efêmera a treva
Tambem findando o silêncio inicial
Porquanto deus ordenou luz e luz veio
Nasceu o som e se deu nome a cada animal
E o mar com sal se fez cheio
Pois água de tempestade caiu em seguida
Todos puderam livremente escolher
Entre bem e mal, entre morte e vida
Entao que puderam todos colher
O que todos vieram por plantar
Antes de mais nada, tudo sem formas
Porem uma voz determinou dimensoes
E criou de si mesma caminhos de normas
Para que os mortais achassem explicação
No nascer do sol e no passar dos tempos
E entendessem sobre o amor perfeito
Nao esse amor em que se dao corpos
Mas o amor das almas que é feito
Tanto para vivos quanto para mortos
Antes de mais nada, havia Deus
E dele veio tudo e todos: mares e ventos
Montanhas e desertos, cristãos e ateus...
E a explicação no nascer do sol e no passar dos tempos...

FLORES EM MIM

Flores jogadas no quintal
Velam amores em pedaços
O nosso bem e o nosso mal
Refazendo ou destruindo laços

Flores são lágrimas caindo
É a ausência de um sonho vivo
Uma menina triste sorrindo
Tentando ver em si ou em um livro
Qualquer razão que lhe convença
Do quanto vale viver mais

Flores mortas olham com indiferença
Os seus assassinos intencionais:
Crimes de dolo ou culpa
Mas que permanecem impunes

E mesmo que peçam desculpa
Assassinos são sempre imunes
Diante da justiça ou da lei

Flores que existiram no jardim
Agora são só saudades, e eu sei
Porque carrego flores em mim
O gosto amargo da solidão
E a paz que não vem de jeito nenhum

Todos nós temos flores extintas no coração
Exalando o cheiro de uma morte comum....

Eu menti pra mim


Fiquei dez semanas
E mais a metade de um dia
A espera de palavras levianas
De alguém que não me entendia
Menti pra mim por causa do amor
Pensei que você teria gratidão
Mas não, e eu suportei a dor
Esse medo de morrer na solidão
Talvez se eu acreditasse mais
Que você não me amava tanto assim
Eu não sofreria como sofri demais
Mentindo de olhos fechados pra mim
Fiz de você o meu desejo primeiro
E tudo o mais se tornou secundário
Mas seu sentimento não foi verdadeiro
E ele destruiu o meu mundo imaginário
Meu corpo carrega as marcas reais
De um arrependimento que me mata
Que acerta o coração e não se desfaz
E traz a saudade que o maltrata...

Meus heróis


Estou cansado dos meus heróis
Sem super poderes que mudem o mundo
Não quero mais ouvir a minha voz
Enquanto o meu coração for imundo
Desisti de procurar portas
Onde só existem paredes duras
Uma overdose de desejos e esperanças mortas
Desbotam as vidas futuras
Eu me cansei de velhas ideologias
Que não me trouxeram nada
O tempo está contra os nossos dias
E cada noite repousa o medo na calçada
Troquei cada herói de TV
Por pequenas pedras de heroína
Na tentativa de não ver
Como a vida nos fere quando nos ensina
Tranquei os meus sonhos de menino
Dentro de um escuro banheiro
Querendo fugir em vão de um destino
Impossível de escapar o tempo inteiro
Estou cansado de acreditar e dizer que sim
Pras coisas que diz o novo Ministro
E os meus poemas foram roubados de mim
Porque eu não tinha o registro
Agora eu corro da polícia
Toda vez que roubo a esperança alheia
E só apareço na TV em má notícia
Igual aos meus heróis de agulha na veia.

Do seu lado


Foi com você que eu aprendi
Enfrentar a vida de peito aberto
Não se arrepender do que sentir
Saber sempre escolher o caminho certo
E ao olhar pra atrás
Entender que o tempo só passa
Pra quem não sonha mais
Do seu lado eu aprendi que o amor
É uma forma de libertar-se
E que aquilo que se fala da dor
Não passa de um simples disfarce
Daqueles que tem medo
Foi com você que entendi a vida
Entendi que não existe nenhum segredo
Quando a gente não duvida
Descobri nas suas palavras francas
Que os dias passados são memórias
E os futuros, com folhas brancas
Esperando escrevermos nossas estórias
Foi com você que eu acordei vez
Caí da cama depois de perder a hora
O bonde da vida...o trem das seis
Dentro do seu olhar
Eu vi meu sonho de criança
Espelhado feito o sol no mar
E o desejo que era só lembrança
Veio vivo junto contigo
E em silêncio eu te aceitei em mim
Por que em você achei abrigo
Foi ao seu lado e de mais ninguém
Que eu acreditei que dois mais dois
Poderia ir muito mais além
De quatro... e percebi que o depois
Não vale tanto quanto o agora
Foi te amando que eu senti o medo
Entendi por que também se chora
E que a alegria nasce em segredo.